Edição Atual
Pensar a beleza, viver a beleza. Questão estética, questão de ética!
Se a palavra “estética”, nos usos correntes, soa como algo de cosmetologia ou de cirurgia plástica, na filosofia ela revela maior densidade. É ela a ciência da Beleza, essa categoria que pensa a nossa relação corporal e de prazer com a vida: ver, ouvir, tocar... rir, chorar, gritar... festejar, enlutar, celebrar.
Refletir em estética filosófica é investigar a Beleza na experiência da vida, não apenas para entender ou fazer Arte, mas para viver com arte. Como afirmam alguns autores, há uma “estética da existência” que torna o próprio viver uma arte humana e humanizadora.
A Revista TA quer colaborar com essas meditações, na medida em que estimula os discentes matriculados e egressos da Faculdade Dehoniana a serem atores do pensamento e a comunicarem suas ideias.
Nesta edição, que começa na estética e termina na ética, nossos alunos discutem os temas da estética em Ariano Suassuana (Jean), da semiose em Umberto Eco (André), das paixões da alma em Santo Tomás (Guilherme) e do Rosto que interpela em Levinás (Éverton). Todos esses textos são versões abreviadas da pesquisa monográfica conclusiva que esses alunos fizeram, ao terminarem o curso de filosofia.
Por isso mesmo, são textos de síntese e de certa maturação do pensamento pessoal.
Todos agimos mais pelo que sentimos do que pelo que pensamos. “A ética tem critérios estéticos” (Nietzsche). Estudar estética é uma forma de rever a nossa ética. Que assim seja!
Apresentação
Todos os fenômenos que afetam o ser humano são de interesse da Revista Território Acadêmico (TA) e merecem ser investigados cientificamente pela Filosofia e pela Teologia. A atividade de pesquisa dos graduandos, graduados e pós-graduados lato sensu carrega consigo o frescor das primeiras descobertas, a coragem de passar da atitude ingênua à atitude investigativa e a disposição em querer desbravar os mesmos ou novos caminhos disponíveis. Por causa disso, o conhecimento gerado por eles mostra vitalidade e diversidade, semelhante às árvores. A consistência do solo, semelhante ao suporte oferecido pelos professores, possibilita as condições para que o conhecimento produzido gere e proporcione erguimento vertical e desenvolvimento horizontal. A horizontalidade indica as interfases e as conexões micro e macrocósmicas que os fenômenos manifestam e desencadeiam e a verticalidade que sinaliza a profundidade necessária com que cada fenômeno deve ser investigado e a abertura para alçar a novas fronteiras e a novos horizontes. Quando unidas e harmônicas, as perspectivas horizontal e vertical proporcionam fecundidade no desenvolvimento de saberes e de atitudes que geram o desenvolvimento humano, o aumento do patrimônio cultural da humanidade e a conquista de sentido para a vida.
