Edição Atual

n. 10 (2025)
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Nesta edição, com ênfase para a teologia, apresentamos um conjunto de pesquisas que expressam a vitalidade do pensamento teológico contemporâneo dos nossos alunos e o compromisso da Igreja com a escuta, o discernimento e a comunhão. Os trabalhos aqui reunidos refletem não apenas o esforço acadêmico de nossos alunos, mas também a busca sincera por compreender a missão e a identidade eclesial à luz do Evangelho e dos desafios do mundo atual. Eliseu José Ramos, em “Fundamentos teológicos do diálogo e suas implicações eclesiológicas: a Igreja faz-se palavra, faz-se mensagem, faz-se colóquio”, convida-nos a redescobrir o diálogo como dimensão constitutiva da vida da Igreja. Inspirado no magistério do Vaticano II, o autor mostra que a Igreja só realiza plenamente sua vocação quando se faz encontro, palavra encarnada que comunica, escuta e testemunha. Na sequência, Kelven Samuel Pereira, em “Clericalismo: o promotor do declínio pastoral, uma leitura para os nossos tempos”, denuncia com lucidez uma das feridas mais dolorosas da vida eclesial. Sua reflexão aponta para a necessidade de uma pastoral marcada pela corresponsabilidade, onde o povo de Deus, em sua diversidade de dons e ministérios, participe ativamente da missão evangelizadora. Maísa Aparecida Campos, em “A maiêutica histórica como hermenêutica da revelação: uma análise a partir de Andrés Torres Queiruga”, oferece uma contribuição original ao repensar a teologia da revelação. Inspirada na maiêutica e na teologia contemporânea, ela mostra que Deus se revela no diálogo com a história, convidando o ser humano a um processo de descoberta e resposta responsável à presença divina. O trabalho de Ricardo José dos Santos Silva, “Igreja universal e Igreja local a partir da eclesiologia de comunhão do Vaticano II”, aprofunda um dos eixos centrais do Concílio: a comunhão. Sua pesquisa ressalta que a unidade da Igreja não anula a diversidade, mas a integra num dinamismo de reciprocidade, onde cada Igreja particular é plenamente Igreja na medida em que vive em comunhão com as demais. Por fim, Tiago Felipe Lopes, em “O mandato missionário de Jesus: ‘Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos’, continua a ecoar na Igreja”, recorda que a identidade missionária permanece o coração da fé cristã. Sua reflexão é um chamado à Igreja para renovar seu ardor evangelizador, vivendo o “ide” de Cristo como expressão de amor e serviço ao mundo. Em tempos de transformações culturais e de crises eclesiais, estas pesquisas revelam um horizonte de esperança. Elas mostram que a teologia, quando feita em espírito de fé e diálogo, continua sendo fermento de renovação e profecia. Que este conjunto de reflexões realizadas pelos alunos inspire a todos nós a fazer da Igreja uma casa de comunhão, de palavra viva e de missão permanente.

Publicado: 2025-11-25
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Apresentação

Todos os fenômenos que afetam o ser humano são de interesse da Revista Território Acadêmico (TA) e merecem ser investigados cientificamente pela Filosofia e pela Teologia. A atividade de pesquisa dos graduandos, graduados e pós-graduados lato sensu carrega consigo o frescor das primeiras descobertas, a coragem de passar da atitude ingênua à atitude investigativa e a disposição em querer desbravar os mesmos ou novos caminhos disponíveis. Por causa disso, o conhecimento gerado por eles mostra vitalidade e diversidade, semelhante às árvores. A consistência do solo, semelhante ao suporte oferecido pelos professores, possibilita as condições para que o conhecimento produzido gere e proporcione erguimento vertical e desenvolvimento horizontal. A horizontalidade indica as interfases e as conexões micro e macrocósmicas que os fenômenos manifestam e desencadeiam e a verticalidade que sinaliza a profundidade necessária com que cada fenômeno deve ser investigado e a abertura para alçar a novas fronteiras e a novos horizontes. Quando unidas e harmônicas, as perspectivas horizontal e vertical proporcionam fecundidade no desenvolvimento de saberes e de atitudes que geram o desenvolvimento humano, o aumento do patrimônio cultural da humanidade e a conquista de sentido para a vida.