Território Acadêmico https://ta.dehoniana.com/ta/index.php/ta FACULDADE DEHONIANA pt-BR Território Acadêmico 1677-2091 EXPEDIENTE https://ta.dehoniana.com/ta/index.php/ta/article/view/111 Copyright (c) 2026 Território Acadêmico 2026-09-16 2026-09-16 11 EDITORIAL https://ta.dehoniana.com/ta/index.php/ta/article/view/112 Copyright (c) 2026 Território Acadêmico 2026-09-16 2026-09-16 11 5 6 A NOÇÃO DE ESTÉTICA PARA ARIANO SUASSUNA APLICADA AO AUTO DA COMPADECIDA https://ta.dehoniana.com/ta/index.php/ta/article/view/113 <p>A definição da estética para Ariano Suassuna consiste na valorização de elementos culturais, autênticos e tradicionais, especialmente, da região nordestina do Brasil. Sua visão estética aborda a riqueza da cultura popular, mantida por meio das gerações, incorporando nela elementos como o folclore, a música regional, a xilogravura, a religiosidade popular e o humor. Tal definição se aplica de forma vívida em sua obra Auto da Compadecida, onde personagens, cenários e situações são enriquecidos por esses elementos culturais genuínos, criando uma narrativa rica que captura a essência da cultura nordestina e promove a valorização das tradições populares.</p> Jean Cardoso Carvalho Copyright (c) 2026 Território Acadêmico 2026-09-16 2026-09-16 11 7 24 UMBERTO ECO E O PANTOKRÁTOR: Semiose da cultura no ícone do Cristo https://ta.dehoniana.com/ta/index.php/ta/article/view/114 <p>No presente artigo nos propomos apresentar a teoria da significação – semiótica – do filósofo e romancista italiano Umberto Eco enquanto sistema de comunicação, de expressão estética e até mesmo de transmissão de mensagens retóricas e ideológicas. Não somente. Buscaremos também aplicar a compreensão econiana do signo e seus significados a um objeto concreto: o ícone cristológico do Pantokrator, analisando-o e contextualizando-o como verdadeiro texto que comunica verdades da fé cristã em forma de arte pictórica. Consideraremos, dentre tantos elementos dos escritos de Eco, o código e a codificação semiótica dos textos, a seleção cultural e histórica das unidades de sentido (modelo enciclopédia), a abertura da mensagem estética e a aplicabilidade pragmática-comunicacional das mesmas. Como já dito, buscaremos demonstrar concretamente a manifestação dessas teses em um objeto de estudo particular e, se possível, passar a lê-lo em forma de texto enunciador de teologia cristã.</p> André de Toledo Pastorelli Braga Copyright (c) 2026 Território Acadêmico 2026-09-16 2026-09-16 11 25 69 SANTA TERESA DE ÁVILA E AS PAIXÕES DA ALMA: Uma análise à luz de Tomás de Aquino https://ta.dehoniana.com/ta/index.php/ta/article/view/115 <p>Este trabalho investiga o amor divino (ágape/caridade) como princípio unificador da pessoa e chave da plenitude humana, a partir do diálogo entre a mística de Santa Teresa de Jesus e a reflexão de São Tomás de Aquino. Em contexto marcado pela fragilidade dos vínculos, analisa-se como a caridade integra razão, vontade e paixões. Por meio de abordagem analítico-hermenêutica, com base em fontes primárias e leitura crítica do presente, sustenta-se que a caridade, como amizade com Deus e forma das virtudes, orienta o agir, educa o eros e produz paz interior e concórdia. Conclui-se que o amor divino não anula a sensibilidade, mas a eleva e oferece critérios para uma vida afetiva estável e fecunda.</p> Guilherme da Silva Rocha Copyright (c) 2026 Território Acadêmico 2026-09-16 2026-09-16 11 70 118 A INTERPELAÇÃO DO ROSTO DO OUTRO EM EMMANUEL LÉVINAS https://ta.dehoniana.com/ta/index.php/ta/article/view/116 <p>O presente artigo investiga um dos conceitos centrais da filosofia de Emmanuel Lévinas: a noção de Rosto (Visage). Contrariando a leitura habitual, sustenta-se que o Rosto não se reduz à aparência física, estando muito mais vinculado à escuta. Enquanto o olhar domina e objetifica, a interpelação do Rosto ressoa como mandamento ético: “Não matarás”. Essa primazia da escuta enraíza-se na memória do horror das guerras que Lévinas carregou consigo, um experiencia que confere urgência à ética levinasiana. O artigo percorre três momentos: a importância da escuta para o povo de Israel como solo cultural de Levinas; a etimologia da palavra “rosto”, que se revela como presença que nunca se ver por completo; o Rosto como encontro, cujo núcleo que é a interpelação, manifesta-se concretamente nos aspectos de vulnerabilidade do pobre, do órfão, da viúva e do estrangeiro.</p> Everton da Silva Delfino Marcelo Pereira de Andrade Copyright (c) 2026 Território Acadêmico 2026-09-16 2026-09-16 11 119 149